terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tortosendo: Passagens de ano caseiras



No Tortosendo, pequena freguesia da Covilhã, as passas, o champanhe e a animação ficaram dentro do conforto dos lares.

O último dia do ano costuma ser marcado por ruas cheias de pessoas em festa, discotecas sobrelotadas e fogo-de-artifício, porém a vila do Tortosendo parecia ter adormecido na passagem para 2010. Mesmo após as 12 badaladas, pouco mais se ouvia do que bater dos tachos às janelas e alguns foguetes a rebentar. A festa fez-se, mas em casa.
Lídia Portela, dona do café Graal, um dos mais visitados da vila, diz que este ano optou por não abrir o café ao público depois da meia-noite: “é preferível uma festa mais íntima e com mais significado. Além disso, evitam-se assim as confusões provocadas pela afluência de demasiadas pessoas.” E o café Graal não foi excepção: a maioria dos estabelecimentos comerciais encerrou por volta das 18h.
Com as festas marcadas para casa, muitos tortosendenses optaram por comprar a doçaria típica desta época nas casas da especialidade. Na Pastelaria do Centro, os doces mais procurados são semelhantes aos que se vendem no Natal. A funcionária, Sandra Martins, coloca o tronco, o pudim de ovos e as filhós e tartes regionais no topo da lista de aquisições. Já na rival Pastelaria Central, o Bolo da Festa, segredo da casa, é aquele que mais saída tem, juntamente com tradicional bolo-rei. Mas não é só de doces que se fazem os banquetes de ano novo. No minimercado Os Loureiros, as frutas tropicais, como o abacaxi e a manga, o leitão e as gambas foram os produtos do dia.
Maria Gomes, dona de casa, confessa que jantar fora não é uma opção, uma vez que “os preços são muito elevados e é melhor fazer uma refeição mais económica em casa, que pode ser igualmente apetitosa”. Para os jovens, o grande problema é não haver espaços de lazer nocturno na vila, por isso muitos optaram pelas discotecas da Covilhã.
No Lar de Idosos do Tortosendo não houve festa este ano. Alguns residentes do lar foram para casa de familiares, e os restantes passaram para 2010 já a dormir. Alfredo Costa, o director do lar, adianta que “a grande festa foi feita no Natal, mas nesta altura é preciso dar também descanso aos funcionários. Além disso, os idosos não ligam muito à passagem de ano”.

As tradições e superstições da noite de fim de ano mantêm-se vivas. Desde as mais normais, como comer passas e bater tachos, às mais caricatas, como vestir cuecas azuis, beijar o vizinho do lado ou partir um prato, os rituais repetem-se para que a sorte seja uma constante no novo ano.

Retirado: Urbi Et Orbi

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