
No Blog do amigo Armando, será possivel ler a noticia completa !
Retirado do blog: Do Torto Sendo Eu

Do valor previsto no Orçamento, 400.680,00 euros, apenas 64.659,00 euros são canalizados do Orçamento de Estado o que se traduz num corte efectivo de 9% face ao ano 2010. Já o Município da Covilhã manteve as transferências correntes para a Freguesia o que é de enaltecer. O Executivo está convicto que o documento aprovado corresponde às necessidade da Freguesia de Tortosendo e a sua execução dará resposta aos principais anseios da população. O Executivo não deixou de criticar a postura "Sempre Contra" do Partido Comunista que em declaração de voto justificou que votou contra, pois o Orçamento contempla um aumento das despesas correntes em cerca de 50.000,00 euros. Esta intenção de voto manteve-se mesmo depois da explicação do Executivo, que tal aumento estava directamente relacionado com o projecto "Tortosendo Inclusivo".
A Junta de Freguesia de Tortosendo explicou assim o Projecto "TORTOSENDO INCLUSIVO":
O projecto pretende diagnosticar, através de uma análise quantitativa (medições urbanísticas in loco) e qualitativa do território (auscultação dos destinatários), as condições de (in)acessibilidade física do Tortosendo. Reconverter, o diagnóstico de acessibilidades físicas, num instrumento de execução de boas práticas, articulando o levantamento de necessidades com acções de sensibilização e formação. |
Consciencialização de agentes-chaves para a responsabilidade social de uma mobilidade e vila inclusiva, dotando estes de empowerment, tornando-os «fiscalizadores» de práticas discriminatórias. |
Sensibilização e formação de técnicos e futuros técnicos intervenientes na concepção e licenciamento de edificações para a importância do design inclusivo, aumentando as suas competências técnicas. |
Promover um Tortosendo Inclusivo construindo planos correctivos de eliminação de barreiras urbanísticas, promovendo uma acessibilidade e mobilidade de todos, respondendo às novas exigências legais. |
O projecto «Tortosendo Inclusivo» está faseado em 4 eixos centrais:
O eixo 1 Diagnóstico das Acessibilidades Físicas de Território projecta o levantamento de necessidades urbanísticas e arquitectónicas, utilizando os instrumentos de diagnóstico – auscultação; medição e um pré-diagnóstico.
O eixo 3 pretende utilizar Mecanismos de Aplicação de Boas Práticas, através de instrumentos metodológico-práticos:
• Sensibilização de diversos agentes para projectos e construções acessíveis; construção do produto de inovação designado por SAOL – Sensibilização Académica On-Line - sobre boas práticas;
• Formação de agentes e futuros técnicos que participam na configuração desse território;
• Educação das crianças e jovens para uma mobilidade inclusiva e igualdade de oportunidades no acesso a equipamentos, serviços e transportes.
Entre os eixos 1, 3 e 4 existe o eixo 2 - Divulgação e Acompanhamento, que visa a divulgação à população destinatária das soluções e necessidades correctivas e acções já realizadas.
O Plano Local de Promoção de Acessibilidades - eixo 4, objectiva preparar a construção de plantas, edifícios, transportes e serviços que garantam a acessibilidade de todos.
Este projecto co-financiado pelo Proder em 72 % tem data prevista de início em Janeiro de 2011 tendo um custo total de 179.000,00 euros.








Nota Informativa - Externato Nossa Senhora dos Remédios (Tortosendo - Covilhã)
Realizou-se no passado domingo, 12 de Dezembro, a festa de Natal do Externato Nossa Senhora dos Remédios, instituição de ensino que este ano comemora 50 anos.
Actualmente com cerca de 400 alunos, a Direcção do Externato Nossa Senhora dos Remédios, deu conta durante da Festa de Natal, que encheu a Sala de Espectáculos do Unidos do Tortosendo, do repúdio perante a decisão do Conselho de Ministros que aprovou um decreto-lei tendo em vista a renegociação dos contratos entre o Ministério da Educação.
Os encarregados de educação presentes aproveitara a oportunidade para darem conta do seu descontentamento perante a decisão do Governo e assinaram a petição que as 93 escolas com contrato de associação farão chegar ao Presidente da República e Assembleia da República.
Já no passado dia 5 de Dezembro o Externato Nossa Senhora dos Remédios se fez representar numa reunião no Colégio de Calvão, Vagos (Aveiro) onde Milhares de pessoas se uniram para uma manifestação em defesa das escolas católicas, face às medidas anunciadas pelo Governo para o ensino particular e cooperativo, onde sob o lema “Pela escolha da educação, contra a imposição!”, o padre Querubim Silva, presidente da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC), defendeu a importância de “valorizar este património cultural construído a pulso, por Escolas de iniciativa particular”. Nessa mesma reunião, Jorge Cotovio, secretário-geral da APEC os 36 anos de democracia afirmou que “ainda não foram suficientes para se aprender que o Estado tem a obrigação de garantir a educação para todos, mas não tem que ser somente ele (nem principalmente ele) a prestar esse serviço”. Também o ex-director regional de Educação do Centro, José Manuel Silva, na qualidade de pai, incentivou os que, como ele, estão indignados contra o que o Governo, a “força da reacção”, quer fazer. Já para D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro e actual responsável da Comissão Episcopal de Educação Cristã, “o povo é quem mais ordena” e se o exercício de poder não for um serviço, torna-se num abuso, que tem de ser denunciado e corrigido por cidadãos conscientes e activos.
O Externato Nossa Senhora dos Remédios vai continuar reivindicar juntamente com os encarregados de educação o direito "Pela escolha da educação, contra a imposição"
No âmbito das actividades de Natal o Externato Nossa Senhora dos Remédios celebra, nas suas instalações, na próxima quinta feira, 16 de Dezembro, pelas 11.00 horas, a Eucaristia Natalícia presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, seguindo um almoço de Natal para qual estão convidados todos os encarregados de educação e onde será uma vez mais manifestada a indignação perante o facto de estar a ser colocado em causa o direito à liberdade de escolha.



Alguns pais ouvidos pela Agência Lusa consideraram precipitada a decisão do município e queixaram-se dos transtornos causados pelo facto de não terem onde deixar as crianças.
Pedro Silva, vereador com o pelouro da Protecção Civil, disse à Agência Lusa que «a decisão foi tomada com base nas previsões das 17h de segunda-feira, que apontavam para um agravamento».
Apesar da melhoria das condições atmosféricas, «os estabelecimentos de ensino vão permanecer encerrados durante todo o dia», acrescentou.
Para Rosário e Rui Martins e a filha Alice, residentes no Tortosendo, vila a sete quilómetros da Covilhã, este é um dia diferente.
«Parece-nos que fechar as escolas foi uma ideia precipitada», referiu o pai.
A informação chegou segunda-feira ao fim do dia e desde então o casal desdobrou-se «em contactos com familiares, para que alguém ficasse com a Alice, porque nós temos que ir trabalhar», explicou a mãe.
«Se durante a noite o mau tempo continuasse, talvez se justificasse o fecho das escolas. Podiam ter esperado pela manhã para decidir», acrescentou.
Ricardo Bento e a filha Jessica bateram com o nariz na porta da Escola Básica do Rodrigo e dirigiram-se ao café mais próximo para perceber porque estava encerrada.
«Não compreendo», disse o pai à Agência Lusa.
«Não sabia de nada e não há neve. Acho que as escolas deviam estar abertas, porque isto vai causar transtornos» destacou, enquanto tentava planear forma de deixar Jessica em casa da avó.
No café em frente às escolas, Isabel Prata continuava a servir a clientela que, apesar da manhã soalheira, queixava-se do frio.
«Deixem estar as crianças no quentinho», referiu: «Além do mais, amanhã é feriado».
Retirado de: Jornal Sol


Li por estes dias da internet e não tive coragem de não postar !
Eduardo Prado Coelho, antes de falecer, teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Atrevam-se a ler e a reflectir:
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal deixando-se os demais onde estão.
Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ….e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
– Onde a falta de pontualidade é um hábito;
– Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
– Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
– Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
– Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é ‘muito chato ter que ler’) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
– Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe
média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser ‘compradas’, sem se fazer qualquer exame.
– Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto
a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
– Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
– Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a
criticar os nossos governantes.
– Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um
guarda de trânsito para não ser multado.
– Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa “chico-espertice portuguesa” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
eleitos por nós. Nascidos aqui, não noutra parte…
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o
suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada…
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve
Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa ‘outra coisa’ não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda…
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam
um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.
Está muito claro… Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro de que o encontrarei: Quando me olhar ao espelho.
Aí está. Não preciso de procurá-lo noutro lado.
" Eduardo Prado Coelho "