
Local: Escola Eb1 Largo da Feira
Dia: 18 de Dezembro pelas 19h30



Alguns pais ouvidos pela Agência Lusa consideraram precipitada a decisão do município e queixaram-se dos transtornos causados pelo facto de não terem onde deixar as crianças.
Pedro Silva, vereador com o pelouro da Protecção Civil, disse à Agência Lusa que «a decisão foi tomada com base nas previsões das 17h de segunda-feira, que apontavam para um agravamento».
Apesar da melhoria das condições atmosféricas, «os estabelecimentos de ensino vão permanecer encerrados durante todo o dia», acrescentou.
Para Rosário e Rui Martins e a filha Alice, residentes no Tortosendo, vila a sete quilómetros da Covilhã, este é um dia diferente.
«Parece-nos que fechar as escolas foi uma ideia precipitada», referiu o pai.
A informação chegou segunda-feira ao fim do dia e desde então o casal desdobrou-se «em contactos com familiares, para que alguém ficasse com a Alice, porque nós temos que ir trabalhar», explicou a mãe.
«Se durante a noite o mau tempo continuasse, talvez se justificasse o fecho das escolas. Podiam ter esperado pela manhã para decidir», acrescentou.
Ricardo Bento e a filha Jessica bateram com o nariz na porta da Escola Básica do Rodrigo e dirigiram-se ao café mais próximo para perceber porque estava encerrada.
«Não compreendo», disse o pai à Agência Lusa.
«Não sabia de nada e não há neve. Acho que as escolas deviam estar abertas, porque isto vai causar transtornos» destacou, enquanto tentava planear forma de deixar Jessica em casa da avó.
No café em frente às escolas, Isabel Prata continuava a servir a clientela que, apesar da manhã soalheira, queixava-se do frio.
«Deixem estar as crianças no quentinho», referiu: «Além do mais, amanhã é feriado».
Retirado de: Jornal Sol


Li por estes dias da internet e não tive coragem de não postar !
Eduardo Prado Coelho, antes de falecer, teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Atrevam-se a ler e a reflectir:
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal deixando-se os demais onde estão.
Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ….e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
– Onde a falta de pontualidade é um hábito;
– Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
– Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
– Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
– Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é ‘muito chato ter que ler’) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
– Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe
média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser ‘compradas’, sem se fazer qualquer exame.
– Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto
a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
– Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
– Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a
criticar os nossos governantes.
– Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um
guarda de trânsito para não ser multado.
– Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa “chico-espertice portuguesa” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
eleitos por nós. Nascidos aqui, não noutra parte…
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o
suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada…
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve
Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa ‘outra coisa’ não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda…
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam
um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.
Está muito claro… Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro de que o encontrarei: Quando me olhar ao espelho.
Aí está. Não preciso de procurá-lo noutro lado.
" Eduardo Prado Coelho "

O Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira (BACB) vai realizar a Campanha de Natal de Recolha de Alimentos nos próximos dias 27 e 28 de Novembro, em diferentes superfícies comerciais de Belmonte, Covilhã, Tortosendo, Fundão, Guarda, Seia, Gouveia, São Romão, Sabugal e Trancoso.
Esta é já a 18ª campanha de recolha de alimentos feita na região (início Maio de 2002), tendo sido recolhidas com estas campanhas cerca de 500 toneladas de alimentos.
Estes alimentos são distribuídos pela população carenciada da nossa região, através de 40 instituições de solidariedade social, que apoiam cerca de 4000 pessoas (840 crianças).
Para o regular funcionamento, o BACB conta com cerca de 20 voluntários permanentes, mas na próxima campanha de recolha de alimentos vão estar envolvidos cerca de 400 voluntários, entre as pessoas que abordam a população nas portas dos hipermercados, às pessoas que pesam, registam e arrumam os alimentos no armazém, aos voluntários que fazem o transporte dos alimentos, aos que organizam a campanha nas diversas fases. Para ser voluntário do BACB, pode contactar pgp@ubi.pt.
Os alimentos distribuídos pelo BACB fazem a diferença para um elevado número de famílias. Para continuar a ajudar, precisamos de recolher a maior quantidade de alimentos possível. Solicitamos a doação de alimentos não perecíveis, especialmente leite, óleo e azeite, enlatados, feijão, grão, açúcar e farinha.
Em simultâneo, prolongando-se até 5 de Dezembro de 2010, terá lugar a Campanha "Ajuda Vale", que permite a recolha de alimentos sob a forma de vales que representam seis produtos básicos à alimentação.
Esta modalidade de campanha, em que cada pessoa continua a decidir o que quer doar, permite aumentar a recolha de alimentos para quem não possa contribuir no fim-de-semana da campanha.
Para informações adicionais, contactar Paulo Pinheiro – 914151050 ou Aida Fazendeiro – 962919170.
Banco Alimentar – Alimente esta ideia

O Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica da Covilhã recebeu, em cinco meses e meio, o número de pedidos de ajuda que estava previsto para um ano.
“Estava previsto chegarmos aos 100 atendimentos ao fim do primeiro ano de funcionamento, mas esse número já foi alcançado. O resultado supera as expetativas”, frisou a psicóloga do Gabinete, Ângela Santos. De acordo com a fonte, os dados não são sinónimo de mais violência, mas sim de uma maior sensibilidade da população e das vítimas para exporem os casos, num distrito menos habituado a fazê-lo que o resto do país. De acordo com os dados disponíveis, de 2008 para 2009, o número de queixas por violência doméstica cresceu cerca de 10 por cento a nível nacional, mas no distrito subiu apenas 6,9 por cento. Estão a ser acompanhadas e esclarecidas 50 vítimas, 13 das quais com apoio psicológico e cada qual com diferente número de atendimentos, consoante o caso. A opção por recorrer ao serviço é voluntária, sendo que a maioria são mulheres (há apenas quatro homens adultos) e essa predominância do sexo feminino é o único traço que se evidencia no universo de vítimas de violência doméstica na Covilhã. A crise manifesta-se entre os casos relatados, sobretudo através do desemprego, que potencia o número de casos de violência. A falta de recursos e o “aumento do tempo que passam juntos” potencia os conflitos e “o consumo de álcool e drogas”, sublinhou.
Os dados mostram que a segunda-feira é o dia em que mais vítimas batem à porta do gabinete e que a freguesia do Tortosendo é também aquela da qual o gabinete tem recebido mais casos.
Retirado de: Diário das Beiras

Na tarde de terça-feira, dia 2 de Novembro de 2010, Mico Mineiro e António Correia oficializaram um novo projecto com vista o Campeonato de Portugal de Ralis, dando a conhecer as cores do Mitsubishi Evo VIII MR, com o desenho a ser responsabilidade de Jranito Design. O carro é fornecido pela Peres Competições e vai ser estreado no Rali Casinos do Algarve, a ter lugar nos dias 13 a 14 deste mês.
“Queremos dar o máximo destaque aos nossos patrocinadores, Century 21, Creation, F2 Automóveis, Interprev, Striker e a Vila do Tortosendo. Temos proporcionar a quem nos apoia o máximo de retorno. Sem eles nada disto era possível“, disse Mico Mineiro.
Os objectivos da dupla passam por o melhor resultado possível ao volante do Mitsubishi Evo VIII, por parte de Mico Mineiro no Campeonato Nacional de Ralis, e ao volante de um carro com quatro rodas motrizes.
Retirado de: Ralis On-Line




A Freguesia de Tortosendo já recebia uns míseros 70.737,00 euros anuais do Orçamento do Estado.
Em 2011 vai receber ainda menos: 64.659,00 EUROS
Se compararmos com o que recebem alguns concelhos com população idêntica à freguesia do Tortosendo...
BELMONTE: 3.882.649 euros
OLEIROS: 6.278.263 euros
PENAMACOR: 6.527.996 euros
SERTÃ: 7.906.758 euros
VILA DE REi: 3.840.012 euros
VILA VELHA DE RÓDÃO 4.514.989 euros
Não se entende !..

Ainda assim, os resultados deste ano “nada tem que ver com os resultados dos anos anteriores, muito melhores”, sublinhou Francisco Gaspar, e retirando o dramatismo dos resultados globais, destacou a prestação do aluno João Rato, que entrou em Medicina na Universidade de Coimbra, com 19,3 valores, e que o último aluno que entrou no ensino superior foi com a média de 12,3 valores. Francisco Gaspar considera, assim, que “o esforço que a escola faz não se reflectiu no desempenho final dos resultados dos exames finais”.
Retirado de: Correio da Manhã
